segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Cachoeira, ex-mulher, ex-cunhado e contador viram réus em processos que apuram lavagem de mais de R$ 37 milhões

O contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, que já cumpre pena em regime semiaberto, condenado por fraudes em loteria, virou réu em dois processos que apuram a lavagem de mais de R$ 37 milhões. De acordo com a denúncia Ministério Público Federal (MPF), aceita pela Justiça Federal, Cachoeira utilizava os familiares como laranjas para registrar imóveis e bens provenientes da renda com jogos de azar.
Além do contraventor, a Justiça Federal também tornou réus a ex-mulher dele, Andréa Aprígio de Souza, o irmão dela e ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprígio de Souza, e o contador Geovani Pereira da Silva, que, segundo o MPF, era responsável pela gestão financeira de uma organização criminosa chefiada por Carlinhos Cachoeira na exploração de jogos de azar.
A defesa de Andréa e Adriano não foi localizada. Já o advogado de Cachoeira, Cleber Lopes, diz que os fatos abordados na denúncia "são antigos e que já eram de conhecimento do Ministério Público desde a deflagração da Operação Monte Carlo”.
Além disso, segundo a defesa, o MP está acusando o Carlos Augusto da lavagem de dinheiro decorrente da contravenção penal do jogo de azar, o que não seria possível, já que até 2013 esse crime estava ligado a crime antecedentes.
“De maneira que, juridicamente, é impossível acusar alguém de lavagem de dinheiro decorrente da contravenção quando o fato for anterior à lei de 2013”, completou.
Por fim, o advogado afirma que vai fazer a defesa de Carlos Augusto como tem feito nos demais processo e certamente demonstrará a improcedência das acusações apresentadas pelo MP.
A denúncia contra Cachoeira, Andréia e Adriano foi aceita na última quinta-feira (24) pelo juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara Federal de Goiânia. Além de exigir resposta da defesa dos três, o magistrado também decretou o sequestro de bens relacionados na denúncia apresentada pelo MPF.
No documento, o juiz considera que a ex-mulher e o ex-cunhado de Cachoeira registravam bens em seus nomes como "ocultação e branqueamento" dos mesmos. Foram listados pelo MPF pelo menos 58 imóveis no nome dos dois, totalizando quase R$ 24 milhões.
"Observa-se que o denunciado Adriano Aprígio promoveu a ocultação e branqueamento de bens de Carlos Cachoeira, dissimulando, por diversas vezes, a propriedade de bens imóveis auferidos de infrações penais, registrando-os em seu nome. Por fim, quanto à denunciada Andréia Aprígio, o MPF destaca que a ré dissimulou a propriedade dos bens que caberiam a Carlinhos Cachoeira na partilha decorrente da separação consensual do casal (meação), praticando, assim, o crime de lavagem de dinheiro".
"Há indícios suficientes nos autos de que a denunciada é/foi utilizada como 'laranja', com a finalidade única de ocultar a origem do patrimônio supostamente ilícito pertencente, de fato, a Carlinhos Cachoeira", afirmou na sentença.
Já a denúncia contra o contador de Cachoeira, Geovani Pereira, foi recebida pela Justiça Federal no último dia 10 de janeiro. De acordo com o MPF, o contraventor utilizava as contas bancárias do seu então contador, Geovani Pereira da Silva, para movimentar recursos financeiros obtidos com a exploração de máquinas caça-níqueis. Conforme o órgão, entre 2008 a 2011 Cachoeira teria movimentado mais de R$ 13,8 milhões por meio do contador.
Ambos procesos são oriundos da Operação Monte Carlo, deflagrada em 2012 para apurar a exploração de jogos ilegais e o envolvimento com agentes públicos.
G1 
BORGES NETO LUCENA INFORMA

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