Modelo de gestão defendido por Ministro do Meio Ambiente resultou na tragédia de Brumadinho

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, é desses que acreditam que  tudo se resolve com gestão.
O que falta à sua pasta, segundo ele, é “um choque de gestão ambiental “. Salles não está de todo errado. Falta gestão à preservação do meio ambiente, especialmente nas cidades – da poluição do ar, solo e rios ao sistema de saneamento básico. Mas isso não é tudo.
São ideias como as suas, de simplificar e agilizar licenças pensando no capital mais do que no social, que permitem que aconteçam crimes ambientais como o rompimento da barragem de Brumadinho.
Os jornais noticiam que, em dezembro, a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais aprovou a ampliação das atividades do Complexo do Paraopeba, onde fica a Mina Córrego do Feijão (local do rompimento), após rebaixarem a mina de classe 6 (de alto risco) para classe 4 (de impacto médio). O rebaixamento possibilitou que a licença fosse concedida em apenas uma e não em três etapas. O resultado da “simplificação e agilidade” pode ter sido o derramamento de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba e um número de dez vítimas até agora e centenas de desaparecidos.
DCM 


BORGES NETO LUCENA INFORMA