Correios lançam mais um PDV, com incentivo de até R$ 350 mil

Os Correios abriram um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV), cujas inscrições vão de 2 de maio a 12 de junho. Os cargos englobados são:

Atendente comercial
Operador de triagem e transbordo
Cargos extintos e em extinção
Aposentados de qualquer cargo
Os desligamentos priorização os funcionários com maior idade, maior tempo de serviço e maior tempo de aposentadoria.

Além das verbas rescisórias, a empresa concederá um incentivo financeiro que varia entre R$ 25 mil e R$ 350 mil. No entanto, o empregado que aderir ao PDV não terá direito a receber a multa rescisória de 40% do saldo do FGTS nem ao seguro-desemprego, pois, explica a empresa, se trata de desligamento "a pedido".

Será garantido o plano de saúde para funcionários que se aposentaram pelo INSS como empregados dos Correios ou que vão se aposentar até a data do desligamento, incluindo os dependentes.

Em janeiro, os Correios informaram que haveria dois PDVs este ano, após lançar outros dois em 2017 e 2018, com a adesão de 8 mil empregados. No caso deste ano, não foi informado o número de adesões esperadas.

A empresa pública está tentando enxugar sua estrutura administrativa em meio à crise financeira – entre 2015 e 2016, a estatal acumulou prejuízos de R$ 4 bilhões. Uma das medidas foi fechar agências no país. Em 2017, foram 250 unidades localizadas em municípios com mais de 50 mil habitantes. No ano passado, foram 41 agências fechadas. Além disso, os Correios reduziram sua parte nos custos do plano de saúdedos funcionários e anunciaram a implantação de unidades compactas dentro de estabelecimentos comerciais.

Abertura de capital x privatização
O presidente da estatal, general Juarez Cunha, afirmou na semana passada, no podcast “Com a palavra, o presidente dos Correios”, direcionado aos funcionários da estatal, que estão sendo feitos estudos para a abertura de capital da empresa.

Com a abertura de capital, a empresa faz uma oferta pública de ações na Bolsa de Valores, tornando-se uma empresa de capital aberto, com ações negociadas livremente no mercado. Com esse aporte, os Correios teriam recursos para financiar projetos de investimento e modernização, defende Cunha.

A abertura de capital seria uma alternativa à privatização da empresa pública, a que Cunha se opõe. Ele afirmou no podcast que os estudos sobre a privatização serão conduzidos pelo governo federal e que haverá oportunidade de defender seu ponto de vista. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro teria dado aval para a privatização dos Correios.

Para a equipe presidencial, o setor está em processo de transformação e, para sobreviver, a estatal precisa ser mais competitiva e ter menos amarras. Para isso, a solução viria apenas com a privatização dos Correios.

Cunha argumenta que a estatal é independente e autossuficiente, e isso significa que não depende de recursos do orçamento, sendo independente do Tesouro Nacional, e quando apresenta prejuízo, recorre a empréstimos pagos com recursos próprios.

Além disso, ele afirma que os Correios estão promovendo uma grande reestruturação e modernização, que a deixaria pronta para competir no mercado. A abertura de capital seria uma das saídas para viabilizar essa modernização.

G1




BORGES NETO LUCENA INFORMA

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