Corpo de jornalista Rubens Ewald Filho é velado nesta quinta-feira em SP


O corpo do jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho começou a ser velado na manhã desta quinta-feira (20) na Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo. Ele morreu nesta quarta-feira(19) aos 74 anos. O enterro está marcado para as 16h no Cemitério dos Protestantes, na região central.
Considerado um dos maiores especialistas em cinema, Rubens Ewald Filho estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano, em Higienópolis, região Central de São Paulo.
Rubens Ewald Filho é velado na manhã desta quinta-feira (20) na Cinemateca Brasileira — Foto: Reprodução/GloboNews
Rubens Ewald Filho é velado na manhã desta quinta-feira (20) na Cinemateca Brasileira — Foto: Reprodução/GloboNews
O crítico foi internado em 23 de maio após sofrer um desmaio seguido de uma queda de escada rolante. Ele passou por um tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda, mas não resistiu.
Corpo de Rubens Ewald Filho é velado em São Paulo
Corpo de Rubens Ewald Filho é velado em São Paulo
Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho começou a carreira no jornal “A Tribuna”, na cidade do litoral paulista, em 1967. Ele assistiu a mais de 37 mil filmes.
Em mais de 50 anos de carreira, passou por alguns dos maiores veículos de comunicação e emissoras de TV no país.
Rubens Ewald Filho no 43º Festival de Cinema de Gramado — Foto: Paula Menezes G1 RS
Rubens Ewald Filho no 43º Festival de Cinema de Gramado — Foto: Paula Menezes G1 RS
Seu primeiro trabalho como autor de novelas foi “Éramos seis”, adaptação para a TV Tupi do romance homônimo de Maria José Dupré, em 1977. Ele escreveu a novela com Sílvio de Abreu.
No ano seguinte, mudou-se para a TV Globo e escreveu “Gina”, outra adaptação de Maria José Dupré. Também é autor de “Drácula, Uma História de Amor”, “Iaiá Garcia” e “Casa de Pensão”, entre outras.
Como ator, participou dos filmes “Amor Estranho Amor”, “A casa das tentações”, “Independência ou Morte”, “As gatinhas” e “A herança”.
Filho foi o grande responsável por popularizar o papel do crítico de cinema no Brasil, ao falar de forma mais técnica sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, no SBT, na Record e na Cultura.
Márcia Cabrita e Rubens Ewald Filho em foto de 2014 — Foto: Roberta Steganha/ G1
Na TV por assinatura, comentou filmes na HBO, Telecine e TNT, sua emissora mais recente. No canal, participava da transmissão das maiores premiações, incluindo o Oscar.
Além da crítica, escreveu livros como “Dicionário de cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho” e “Os 100 Maiores Cineastas”, e atuou como consultor em projetos como o Pólo de Cinema de Paulínia (SP), entre outros.
Rubens escreveu os roteiros de “A árvore dos sexos” (1977) e “Elas são do baralho” (1977), filmes dirigidos por Abreu.

TERRA







BORGES NETO LUCENA INFORMA

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