Professores da UFCG realizam assembleia nesta sexta para decidir se iniciam greve



Assessoria
Os professores da UFCG decidirão nesta sexta-feira (07) se irão paralisar suas atividades no próximo dia 14 de maio e aprovam o indicativo de greve, com início para o período de 25 a 29 de maio. A decisão será tomada durante uma assembleia geral da categoria, que acontecerá de forma simultânea nos campi de Campina Grande, Cuité, Sumé e Pombal, a partir das 9h30.
As atividades previstas para amanhã começarão a partir das 7h, com uma panfletagem em frente ao portão principal da universidade, seguida de visitas às salas de aula de diversos centros, numa convocação dos docentes para a assembleia.
A proposta da diretoria da ADUFCG para a categoria paralisar do próximo dia 14 de maio faz parte da mobilização que o Fórum das entidades dos servidores públicos federais está convocando para pressionar o Governo Federal a negociar com as categorias, durante uma reunião com representantes do setor prevista para a mesma data.
O indicativo de greve por tempo indeterminado, com início da paralisação para o período de 25 a 29 desse mês foi uma proposta aprovada na reunião do setor das IFES do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, realizada nos dias 25 e 26, em Brasília, para ser avaliada na base da categoria.
O resultado da avaliação dos professores da UFCG para essa proposta será apresentada na próxima reunião nacional da categoria, prevista para os dias 16 e 17. Se a paralisação for aprovada uma nova assembleia da ADUFCG será convocada para decidir pela decretação ou não da greve na universidade.
Segundo o ANDES-SN, em abril do ano passado, o Governo Federal interrompeu as negociações com a entidade, quando foi registrado um avanço nas tratativas sobre a carreira docente e desde então, o diálogo sobre a questão foi interrompido. Em 2015, apesar das inúmeras tentativas do Sindicato, o Ministério da Educação também não responde às solicitações de audiência para tratar da pauta de reivindicações,  protocolada em no mês de fevereiro.
Reivindicações
Além do reajuste linear de 27,3% para todas as categorias do serviço público federal, os docentes das universidades federais também reivindicam, a data base no dia 1º de maio, implantação de uma política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas salariais, paridade entre ativos e aposentados, direito de negociação coletiva, retirada das Medidas Provisórias 664 e 665 do Congresso
Os professores federais também lutam em defesa do caráter público de educação e a garantia da função social das IFE em prol da classe trabalhadora; reestruturação da carreira para o magistério federal, condições de trabalho, garantia de autonomia, valorização salarial para ativos e aposentados, e a luta contra a reforma da previdência - com a revogação das medidas provisórias 664 e 665.

 

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