PB tem a menor taxa de desocupação do Nordeste, porém mais de 50% da população adulta não tem instrução

A Paraíba tem taxa de desocupação de 10,3%, a menor do Nordeste, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (6). 
Referente às pessoas de 14 anos de idade ou mais, a taxa de desocupação no estado está abaixo da média da região, de 14,5%, e da nacional, de 12%. Apesar disso, esse é o maior indicador registrado desde 2012, exceto em relação ao ano de 2016, quando a taxa foi de 10,9%.
A pesquisa constatou ainda que, das cerca de 1,5 milhão de pessoas ocupadas na Paraíba, 28,1% estão empregadas sem carteira de trabalho assinada. Essa é a quarta maior proporção do país, atrás apenas do Tocantins, com 31,7%; do Ceará, com 29,5% e da Bahia, com 28,2%.
Além disso, aproximadamente 23,1% do total estão empregados com carteira assinada; 10,4% são militares ou funcionários públicos estatutários; 29,7% trabalham por conta própria e 3,1% são empregadores.
Mais de 50% da população de 25 anos ou mais não tem instrução ou tem apenas o ensino fundamental incompleto
Em relação à educação, a Síntese constatou que 53,9% da população de 25 anos ou mais de idade, na Paraíba, não tem instrução (14,2%) ou tem apenas o ensino fundamental incompleto (39,7%). Contudo, o percentual é mais baixo do que o observado no início da série, em 2016, que foi de 55,4%.
Já a proporção de pessoas nessa faixa etária com o ensino superior completo, de 12,3%, é a terceira maior do Nordeste e está acima da média da região, de 11,3%. Com uma taxa de 13,6%, o estado de Pernambuco ocupa a primeira posição, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 13,5%. Apesar disso, todos estão abaixo da média nacional, de 16,5%.
Na educação básica, a rede pública de ensino é responsável por atender a maior parte da população. Conforme o levantamento, essa rede administrativa atende 64,7% dos alunos da educação infantil, 77,3% do ensino fundamental e 87% do ensino médio. Entretanto, no ensino superior ocorre uma inversão, com 57,4% dos estudantes concentrados na rede privada.
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BORGES NETO LUCENA INFORMA

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