Novo secretário de Saúde de João Pessoa diz que outras doenças matarão mais que Covid-19, mas defende ciência e máscaras


 O novo secretário de Saúde de João Pessoa, que assumirá o cargo em 2021 na gestão de Cícero Lucena (Progressistas), declarou que a quarentena não resolve para combater a pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao Arapuan Verdade, nesta sexta-feira (11), ele relatou que a Covid-19 vai matar menos pessoas do que o infarto, a AIDS e outras doenças. Contudo, ele também disse que não vai "ridicularizar a ciência e usar o nome da ciência em vão" e que "não tem porque as pessoas saírem de casa sem uma máscara".

"No final, (a Covid-19) vai matar muito menos que infarto, AIDS, tuberculose. Mas também a população precisa não aglomerar e usar máscara", argumentou o novo secretário.

Ele também defendeu a abertura de agências bancárias às 7h para evitar aglomeração de pessoas nos bancos. Ele defendeu, ainda, o uso da vacina que seja eficaz, independente da origem. "A vacina, para mim, só tem uma coisa importante: que ela seja eficaz."

Fábio Rocha informou que terá uma reunião com o Ministério Público Federal e Ministério Público da Paraíba para implantar uma "auditoria permanente". Ele também citou que quer "em 100 dias, começar a apresentar melhores resultados."

O novo secretário defendeu o sistema público de Saúde da Capital. "Sou um homem justo e a Saúde de João Pessoa não é esse caos que tanto se fala. Não tenho retrovisor comigo, vou olhar para frente. No momento de pandemia a gente une as forças, estabelece as prioridades." Questionado sobre o 'abacaxi' que vai pegar por causa da pandemia do novo coronavírus, Fábio acrescentou que abacaxi para ele "não é problema, é prazer e solução".

Fábio Rocha foi enfático ao dizer que a quarentena de combate ao coronavírus não resolve. "Alguém tem que sair, alguém tem que produzir. Tem medidas que são ridículas, não servem para nada." Ele defendeu evitar que o paciente vá ao hospital e quer tratamento de sintomas leves em casa, com entrega de medicamentos contra a infecção. "Sou adepto ao protocolo adotado em Barcelona, que tem como membro uma piauiense, chamada Marina Jucá."

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