Pesquisador analisa efeito do fim das coligações que deve extinguir siglas

 

As eleições municipais do ano passado marcaram o fim das coligações entre partidos para a escolha dos vereadores. A medida, estabelecida pela emenda constitucional 97/2017, enfraqueceu e até representar o fim dos partidos pequenos. Ao analisar essa situação o historiador e membro da Comissão Científica da Escola do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Wálter Félix, destaca que as coligações favoreciam os partidos pequenos.

“Não trabalhamos defendendo A nem B. Nossa função é outra e voltada exclusivamente para números e para cálculos. Mas qualquer pessoa que analisa essas mudanças, pode perceber que as coligações realmente ampliavam mais chances para os partidos pequenos”, disse Walter.

Com a mudança, as siglas precisarão atingir o coeficiente eleitoral — número de votos necessários para eleger um representante — sozinhas para conquistar as cadeiras nas assembleias legislativas, no próximo ano. Segundo ele, tomando por base as últimas eleições de João Pessoa, em regra geral, eles funcionaram assim: como o total de votos válidos foi de 362.976, para fazer um vereador, um partido precisava atingir 13.444 votos, que representa o resultado do total de votos válidos dividido pela quantidade de cadeiras que tem na Câmara de João Pessoa, no caso 27 vagas para vereador.

“Nas eleições anteriores, quando as coligações eram permitidas, eram elas que precisavam atingir o quociente. Com o fim das coligações, cada partido é que tem que se virar sozinho para conseguir isso. E assim ficou mais difícil para os pequenos, que normalmente têm menos votos”, afirmou o pesquisador.

PB AGORA


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