Médica paraibana Annelise Meneguesso nega participação em 'gabinete paralelo' e fala sobre audiência com Bolsonaro em Brasília


 A médica endocrinologista, Annelise Mota de Alencar Meneguesso, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta terça-feira (8) negou que faça parte de um gabinete paralelo, como repercutiu na imprensa uma reunião que ela teve, em setembro do ano passado, junto ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A médica explicou que ficou surpresa com tal repercussão, uma vez que se tratava de uma audiência de médicos com o presidente, transmitida ao vivo. 

Como acompanhou o ClickPB, ela também falou sobre os tratamentos contra a covid-19 e acerca da repercussão da CPI da Pandemia, e cobrou fiscalização de recursos para a covid-19.  

Sobre a audiência que teve como o presidente, ela explicou que existe o movimento médicos pela vida que solicitou uma audiência pública. "Fiquei surpresa com essa repercussão de gabinete paralelo, não existe isso. Eu estive com o presidente em uma audiência pública que foi transmitida ao vivo no ano passado. Fui convidada como médica. O presidente perguntou se alguém se incomodaria se fizesse uma live com transmissão ao vivo da reunião. Lá foram apresentadas várias demandas, e quando eu vi o que me cabia, eu falei no que eu acredito, defender autonomia do médico que quer prescrever", explicou.

Ela defende que prefeitos e governadores sejam ouvidos também na CPI da Pandemia, uma vez que acredita na possibilidade de desvios de recursos. "Nós estamos tratando de algo grave, eu me sinto na obrigação de cobrar. Bilhões de reais foram destinos e nós não vimos o retorno desse dinheiro em benefício da população. Cadê os leitos, profissionais, respiradores? Nós estamos vendo diariamente milhares de pessoas morrendo", disse.

Ao ser questionada sobre os medicamentos como a cloroquina e outros que são usados no tratamento da covid-19, e que ainda não alvo de criticas de políticos e infectologistas, ela disse que já chegou a prescreve-los. "Não existe cura, mas tratamento. Já existem várias publicações que falam sobre o benefício. Eu já prescrevi, mas hoje nós temos medicações que já são melhores com estudos mais robustos. Nós como médicos, temos que oferecer o que há de melhor", ressaltou. 


 

A médica foi pré-candidata à Prefeitura Municipal de Campina Grande pelo PSL nas eleições, mas teve registro indeferido pela Justiça da Paraíba ao considerar que ela deveria ter se desincompatibilizado do cargo público que ocupava quatro meses antes das eleições, mas só pediu afastamento faltando três meses para o pleito.

CLICKPB




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