Pai de Henry pede à Justiça devolução de celulares apreendidos para ter de volta fotos do filho


 O engenheiro Leniel Borel de Almeida, pai do menino Henry Borel, de 4 anos, morto no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, vereador Dr. Jairinho, pediu à Justiça a devolução de três celulares e um computador apreendidos pela polícia na casa dele, em março. No pedido encaminhado à 2ª Vara Criminal do Rio, a defesa de Leniel explica que os celulares "possuem uma grande quantidade de fotos de Henry Borel" e são o "único arquivo pessoal do pai".

Ainda segundo a petição, a ausência do conteúdo vem "causando imenso sofrimento psicológico".

Os equipamentos foram apreendidos pela Polícia Civil uma semana após a morte de Henry, em cumprimento a mandado de busca e apreensão que também teve como alvos os endereços da mãe e do padrasto da criança. O advogado de Leniel alega que ele não é réu no processo e que as defesas dos acusados já tiveram acesso aos conteúdos.

Quanto ao computador apreendido, a defesa de Leniel afirma pertencer à empresa em que ele trabalha e que a impossibilidade de acessar os arquivos profissionais estão causando "extenso prejuízo".

O pedido de devolução dos aparelhos foi feito no último dia 20 e não havia sido analisado até a última atualização desta reportagem.

Cassação de mandato

O plenário da Câmara de Vereadores do Rio vota hoje a cassação do mandato de Dr. Jairinho. Para que Jairinho seja afastado, 34 dos 50 vereadores precisam aprovar o texto. A sessão terá direito a falas dos vereadores e da defesa de Jairinho.

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio aprovou por unanimidade, na segunda-feira, o relatório pedindo a cassação. Foram 7 votos a 0, em reunião dos parlamentares a portas fechadas.

No entendimento dos parlamentares, houve quebra de decoro parlamentar quando Jairinho, utilizando-se de sua influência política, buscou contato com um profissional da Rede D'or para tentar fazer com que o corpo de Henry não fosse levado diretamente para o Instituto Médico-Legal (IML) na noite em que o garoto morreu.

Jairinho e a namorada, a professora Monique Medeiros, estão presos acusados de matar o menino Henry.O parlamentar também responde na polícia pelas agressões e tortura de outras duas crianças.

Nova denúncia

O promotor Marcos Kac, da 1ª Promotoria de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca, denunciou o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), por tortura contra o filho de uma de suas ex-namoradas, a estudante Débora de Mello Saraiva.

O documento, o qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, aponta que ele submeteu o menino, de 2 anos à época, com emprego de violência, a “intenso e desnecessário sofrimento físico e mental, como forma de aplicar-lhe castigo pessoal ou medida de caráter preventivo”. A decretação de uma nova prisão preventiva pelo crime contra o parlamentar, que está preso pelo homicídio triplamente qualificado do enteado, Henry Borel Medeiros, também foi pedida.

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