Médica Adriana Melo alerta que casos de zika podem ser confundidos com dengue e grávidas devem ficar atentas

 

A médica Adriana Melo, primeira a fazer a associação entre a zika em mulheres grávidas e a microcefalia nos bebês, alertou que os casos de arboviroses (doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti) têm crescido e grávidas devem ficar atentas. De acordo com a médica, a zika pode ser confundida com a dengue e por isso, é importante sempre fazer um exame de PCR quando houver a suspeita.

Em entrevista à TV Cabo Branco na manhã desta quinta-feira (8), a médica comentou que já tem começado a receber pacientes com queixas típicas de zika. ''O que me preocupou mais ainda foi que minha irmã, médica também, está com toda a clínica de uma arbovirose, típica de zika, e quando foi num serviço privado da cidade foi diagnosticada e notificada como dengue, sem ter feito nenhum exame'', contou.

''Fiquei sabendo que nem os convênios e nem a rede pública, por enquanto, está fazendo PCR de rotina pra tentar diferenciar que arbovirose está sendo mais prevalente nesse momento'', afirmou a médica. Ela ressaltou que existem dois tipos de exames, a sorologia e o PCR, mas apenas o PCR fecha o diagnóstico para zika. Ele deve ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas.

A diferenciação entre a dengue, a zika e a chicungunha é importante principalmente para as mulheres grávidas, já que contrair a doença durante a gestação pode levar a criança a nascer com microcefalia.

Adriana Melo informou que enviou uma mensagem diretamente para o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, já que esta é a cidade onde ela atua, solicitando que os exames voltem a ser feitos no município.

CLICKPB

 

BORGES NETO LUCENA INFORMA