Maria Cristina critica inércia da OAB na defesa da categoria e garante mudanças: "temos compromisso com a defesa das prerrogativas da classe"


 A pré-candidata à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), Maria Cristina, disse, nesta sexta-feira (10), em entrevista ao programa Arapuan Verdade, que sente uma revolta com a situação atual da gestão, ao destacar que ao longo de seis anos faltou ações concretas para ajudar a categoria. 

"Em seis anos muito pouco se avançou sobre problemas sérios como valorização da categoria, violência contra os advogados que atuam na área criminal, entre outros. A quantas andam as defesas das custas e honorários?. Seis anos é tempo suficiente para apresentar resultados e pouco se avançou. Quem está presidindo a OAB deve fazer o enfrentamento, e não fazer um disse me disse", desabafou.

Maria Cristina também revelou que existe de forma velada uma violência de política de gênero dentro da categoria e da sociedade. "Sempre paira uma desconfiança sobre se a mulher terá altivez para lutar pelos interesses da classe. Eu posso garantir que existem muitos problemas graves, e que apesar de termos seis anos dessa gestão, muito pouco avançou. Com transparência, inclusão, igualdade e respeito ao seu direito. Eu sei fazer o certo, e com a confiança de todos, chegarei lá", disse. 

Ela também falou sobre o legado pioneiro que deixa ao ser a primeira candidata mulher a disputar o pleito. "Represento em 90 anos, a primeira candidatura de uma mulher na disputa pela presidência da OAB na Paraíba. Eu me preparei para este momento, para trazer a Ordem a cumprir o seu papel. Nós temos competência e sabemos sim, trazer a Ordem para os advogados e defendendo os seus interesses", destacou. 

"Teremos uma casa que defenderá com celeridade e força as prerrogativas da categoria. As advogadas paraibanas terão em mim uma voz de defesa. Teremos voz para dialogar com todos e todas. Os profissionais do Sertão que reclamam da falta de um suporte da Ordem terão uma entidade com mais ações. A Caixa de Assistência não pode servir só para quem está na sua direção, é para servir a todos", reforçou. 

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