Mortes no comércio crescem 93% na PB; estado tem 2ª maior taxa do Nordeste

 


Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, nos seis primeiros meses deste ano, o número de trabalhadores com carteira assinada desligados por morte subiu 93% na Paraíba em relação ao mesmo período do ano passado. O percentual foi superior à média nacional (87%) e o 12º mais alto do país, sendo o segundo do Nordeste, ficando atrás do Rio Grande do Norte (110%).

A pesquisa levou em consideração os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e mostrou que o comércio brasileiro teve 57.862 desligamentos por morte em trabalhadores com carteira assinada de janeiro a junho de 2021.

O saldo mais impactante foi entre vendedores do comércio atacadista, cuja alta foi de 204% em relação a 2020. Depois, aparecem os operadores de caixa, com 565 desligamentos registrados (107% a mais que 2021), seguidos por motoristas de caminhão, com 541 encerramentos (variação de 121%).

Em contrapartida, a ocupação que menos contabilizou desligamentos por mortes foi a de recepcionista (42), seguida de atendentes de lanchonete (64) e promotores de vendas (90). Em todas as ocupações foi observado aumento de rescisões contratuais em decorrência da morte dos trabalhadores.

Apesar de não trazer dados específicos da pandemia de Covid-19, o Dieese avalia que o alto número de desligamentos de trabalhadores por morte durante o primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, é consequência do novo coronavírus.

Estados

Na comparação por estados, o único que não registrou aumento neste tipo de desligamento foi o Amapá, que apresentou recuo de 17%. Já o Paraná foi o estado que teve o maior registro de aumento de desligamentos por morte no país, com avanço de 175% no período pesquisado.

O mês em que houve maior número de contratos encerrados em decorrência da morte do trabalhador foi em abril deste ano, com 11.963 desligamentos. Mais do que o dobro do registrado em abril de 2020. No comércio, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado, o Dieese registrou que os desligamentos ocorridos por essa causa aumentaram 99% no atacado e 92% no varejo.

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