Harrison e Kiu representam “continuísmo” na OAB, diz Raoni

 

Encerrando a rodada de sabatinas da Rede Mais com os candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, na Paraíba, Raoni Vita prometeu trabalhar em defesa do piso salarial dos advogados paraibanos e classificou seus adversários – Harrison Targino e Maria Cristina Santiago – como representantes do “continuísmo” da atual gestão.

Ele argumentou que sua candidatura teve origem a partir do desejo de mudança externado pela categoria. “A atual gestão rachou ao meio, se dividiu em outras duas candidaturas que representam a manutenção do status quo”, criticou.

“Não é uma critica pessoal a nenhum deles, é uma crítica política ao que eles defendem, tanto que não há nenhum projeto apresentado por eles. Nos debates isso ficou muito claro. Há ali uma briga interna, inclusive a própria Maria Cristina tentou ser candidata de Paulo Maia. Pelo fato de não ter conseguido lançou sua candidatura”, historiou Vita.

Sem ligação com políticos

Questionado pelo jornalista Heron Cid, Raoni Vita negou amarras e vinculações políticas, crítica feita por seus adversários em virtude da sua atuação como advogado do MDB.

O candidato assegurou não ter envolvimento com qualquer partido e ressaltou que sempre participou de processos eleitorais “única e exclusivamente” como advogado eleitoralista.

“Não podemos confundir a figura do advogado com o cliente. Essa é uma das bandeiras que a OAB têm que trazer, por exemplo em relação à advocacia criminal, há hoje em dia muita criminalização, porque parte da sociedade confunde a figura do advogado com o cliente”, alertou.

OAB-PB apartidária

Durante a entrevista, que também será veiculada no Programa Hora H, Raoni Vita repeliu a mistura de política partidária e institucional na OAB. Ele considerou que a entidade precisa ser equidistante para ter autonomia e independência ao enfrentar as grandes lutas da categoria.

“A OAB hoje virou um comentarista de casos, quando na verdade deveria ser protagonista da grandes causas da sociedade paraibana e brasileira”, criticou ao se referir à postura do presidente nacional da Ordem, Felipe Santa Cruz.

Vita condenou a partidarização da OAB. “Inclusive o atual presidente nacional, Felipe Santa Cruz, que um mês atrás foi guindado a condição de pré-candidato a governador do Rio. Acho isso abominável”, disse.

Vinculação política na chapa de Kiu

As críticas também foram direcionadas à chapa adversária encabeçada por Maria Cristina, tratada como uma derivação da dissidência do grupo de Paulo Maia, atual presidente.

“Há no seio da chapa 90 a mesma coisa no âmbito da Paraíba. Temos um vereador da Capital, que atualmente é conselheiro federal no curso do mandato. Foi candidato a vereador, está nos dois cargos e hoje tem o seu filho como candidato a secretário geral na chapa 90 e é o coordenador de campanha da chapa. Nós precisamos afastar de vez esse fantasma da ordem dos advogados”, afirmou.

PB AGORA


BORGES NETO LUCENA INFORMA