O maior reservatório de água da Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, está operando em seu nível mais baixo dos últimos seis anos para o mês de dezembro.
De acordo com o monitor da Sabesp para a situação dos mananciais, o Cantareira está, neste sábado (25), com 25,2% de seu volume operacional. Isso representa cerca de 247,8 bilhões de litros de água.
A Sabesp considera níveis entre 20% e 30% como estado de restrição.
Veja o histórico de volume operacional do Cantareira para dezembro:
2015: -1,8%
2016: 45,8%
2017: 41,4%
2018: 38,6%
2019: 39,8%
2020: 34,9%
2021: 25,2%
Risco de desabastecimento
O professor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Cortês, afirmou à CNN que há grande risco de desabastecimento em abril de 2022.
A projeção é de que o nível possa chegar até a 20%, já que nos próximos meses, não há previsão de chuvas acima da média nos locais necessários para o abastecimento do sistema.
O Cantareira depende do mesmo regime de chuva que os da área central do Brasil, que vem da Amazônia. Segundo o especialista, o desmatamento da área contribui para a falta de precipitação.
Com exceção ao período de crise hídrica, o Cantareira não atingia níveis tão baixos desde março de 2016.
Histórico do nível de água no Cantareira no último ano
Índice de 25,2%, registrado neste sábado (25), é o mais baixo de 2021. / Sabesp / ReproduçãoMaior produtor de água da Grande São Paulo
Formado por seis represas, o Sistema Cantareira é o maior produtor de água da Grande São Paulo. Os reservatórios de Águas Claras, Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro estão conectados por 48 km de túneis subterrâneos e canais.
Há também uma estação de bombeamento no Sistema para ultrapassar a barreira física da Serra da Cantareira.
A capacidade da estação de tratamento é de 33 mil litros de água por segundo destinados a 6,5 milhões de pessoas das Zonas Norte, Central e partes das Zonas Leste e Oeste da capital, bem como os municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul, além de parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André.
Devido à possibilidade de falta de água, a capacidade do sistema Cantareira foi aumentada com o uso das reservas técnicas, também chamadas de volume morto.
* Com informações de Victória Cócolo, da CNN.
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