Sessão que vai analisar pedido de afastamento do prefeito de Lucena, Leo Bandeira, é adiada para o dia 4 de fevereiro

 


O pedido de afastamento do prefeito de Lucena, Léo Bandeira, do cargo, será analisado em uma sessão ordinária da Câmara Municipal no dia 4 de fevereiro. O gestor foi alvo de um requerimento que apura a aplicação de vacinas vencidas tanto em crianças quanto em adultos no município. A informação foi dada pelo vice-presidente da Casa, Arnóbio Franco, ao ClickPB. 

De acordo com o parlamentar, após uma reunião com o prefeito, os vereadores consideraram mais viável discutir o pedido após o recesso da Câmara. Originalmente, o documento previa uma sessão extraordinária para esta quarta-feira (26). 

Ainda segundo Arnóbio, na sessão, a prefeitura deverá esclarecer questões sobre o erro vacinal e apresentar ações do novo secretário de Saúde. Um médico imunologista que atua na gestão municipal também se fará presente.

"Estamos colhendo as informações necessárias do Ministério Público Federal e Estadual, que estão investigando a situação. Queremos obter um embasamento necessário. A matéria entrará na próxima sessão e o prefeito ainda poderá ser afastado. Vai caber a cada um tomar a sua decisão lá no momento. Todos pediram um pouco de tempo para ter os esclarecimentos necessários e não fazer um julgamento precipitado", disse.

Jair das Chagas, autor do pedido de afastamento, afirmou que após ler o relatório da Secretaria de Estado da Saúde, que lista lotes com prazo fora da validade enviados a unidades de Saúde de Lucena, percebeu que a vacina que recebeu estava vencida.

"Foi descoberto só depois que foi divulgado o relatório das vacinas aplicadas e das apreensões das vacinas vencidas. Então, houve aproximadamente 900 vacinas aplicadas vencidas. Conferindo meu cartão, para a minha surpresa, o número do lote está nesse relatório", disse.

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