Santa Rita comprou R$ 976 mil em farda e material esportivo a empresa alvo do Gaeco

 

A Prefeitura de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, empenhou R$ 976 mil para serviços fornecidos pela empresa Meta, alvo da operação Feira de Mangaio, desencadeada na manhã desta quarta-feira (23) pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Apesar de não ser alvo de busca e apreensão, agentes de órgãos de controle estiveram na sede da Prefeitura Municipal para requisitar documentos que possam embasar as investigações. A Operação Feira de Mangaio apura irregularidades na contratação de grupo empresarial por diversos órgãos públicos.

Segundo dados fornecidos pelo sistema Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), a gestão Emerson Panta (PP) empenhou R$ 976,9 mil para diversos serviços fornecidos pela empresa. No mês de maio do ano passado, foram empenhados R$ 167 mil para aquisição de fardamento escolar para alunos da escola cívico militar na rede municipal de ensino.

Em outubro, o empenho foi no valor de R$ 669,7 mil também para fardamentos, a serem distribuídos para escolas e creches. Em dezembro passado foram firmados quatro contratos. O primeiro foi no valor de R$113 mil para material esportivo destinado à premiação da Secretaria de Cultura, Desporto, Turismo e Lazer de Santa Rita. Outros R$ 20 mil foram investidos em contratação de material esportivo e de dança.

Ainda em dezembro, R$ 6 mil foram empenhados para compra de squeeze de 300ml de plástico resistente sob a alegação de aquisição de material de segurança no combate à Covid-19.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Santa Rita, mas não obteve resposta. O Portal MaisPB também buscou a empresa através do telefone disponibilizado no cartão do CNJP, mas não conseguiu sucesso.

Operação Feira de Mangaio 

Uma operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (23), em João Pessoa e Cabedelo contra desvio de recursos públicos durante a pandemia. O alvo é um grupo apontado como responsável por fraudar licitações de prefeituras paraibanas. A suspeita é que houve sonegação fiscal de aproximadamente R$ 14 milhões.

A Operação Feira de Mangaio apura irregularidades na contratação de grupo empresarial por diversos órgãos públicos. As investigações têm por objetivo apurar fraudes em procedimentos licitatórios, bem como desarticular o grupo responsável pelas respectivas contratações.

A ação visa combater fraudes em processos de contratação, realizados por municípios paraibanos, tendo como objeto a contratação de empresa para o fornecimento de produtos e/ou prestação de serviços diversos, a exemplo do fornecimento de material esportivo, utensílios de cozinha, postes de concreto armado, até serviços de instalação de ar condicionados e de assessoria de comunicação e imprensa, grande parte durante a pandemia.

Conforme as investigações, as irregularidades praticadas podem ter acarretado desvios de recursos em diversas áreas, a exemplo do desenvolvimento esportivo de estudantes das redes municipais de ensino e da prestação de serviços de saúde.

MaisPB



BORGES NETO LUCENA INFORMA