Desde a Covid-19, passando pela pré-candidatura ao Governo, até a retaliação do PDT, estratégia de Lígia é a mesma – o silêncio


 Não é de se admirar que a vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano (PDT), tenha novamente adotado a lei do silêncio quando seu nome aparece em meio a alguma polêmica política ou fato delicado no âmbito familiar.

Desde o quadro da covid-19 do marido, o deputado federal Damião Feliciano (União Brasil), que teve que passar vários dias internados, passando pelo anúncio da pré-candidatura ao Governo da Paraíba, até a recente retaliação da executiva nacional do PDT, a postura é a mesma – o silêncio. Lígia não se pronuncia à imprensa, não dá entrevistas a grandes meios de comunicação, tampouco faz postagem nas redes sociais para dar sua versão dos fatos sobre os temas quando estes estão no ‘clímax’ do enredo.

Ela simplesmente silencia, ignora e deixa a poeira baixar.

A estratégia, por sua vez, lhe garante um posicionamento neutro, seja para romper ou se alinhar a qualquer um dos grupos que por ventura esteja no poder, já que, publicamente, ela tem a seu favor o fato de ‘nunca’ ter entrado em bola dividida.

Mas, na política, o político precisa falar e até mesmo assumir o papel de protagonista, mesmo que em situações delicadas. O silêncio, muitas vezes, leva ao esquecimento e, para quem quer se manter vivo na política, ser esquecido não é apenas um fardo, mas um fim precoce, muitas vezes irreversível.

Não é a primeira vez

Essa não é a primeira vez que Lígia adota a estratégia do silêncio. Nas eleições de 2018, por exemplo, ela ensaiou um rompimento com o ex-governador Ricardo Coutinho para tentar ser consolidada como candidata a vice-governadora na chapa de João, em 2018. A estratégia deu certo e ela segue no cargo até o final de 2022.

Até agora

Lígia sequer comemorou o fato de o marido, o deputado federal Damião Feliciano, ter ingressado nos quadros do União Brasil. Nas redes sociais, ela decidiu manter a indiferença sobre o tema.

Não se sabe

Até agora não se sabe o porquê de o PDT ter determinado a retirada das inserções partidárias com a presença da vice-governadora.

Nova Casa?

Também é desconhecida a informação se Lígia permanecerá nos quadros do PDT após todo o rebuliço envolvendo a retaliação do partido.

Estratégia

Em meio a todas as indefinições que rodeiam os Feliciano, uma tática foi colocada em prática – apostar na candidatura única na família – a reeleição de Damião.

O objetivo, ao que tudo leva a crer, é  não atrapalhar as dobradinhas futuras do parlamentar com os candidatos da Assembleia Legislativa da Paraíba. Pode ser este o motivo que tenha feito o ex-secretário Gustavo Feliciano (filho de Lígia e Damião) sair de cena e assim deixar o caminho livre para as parcerias do pai.

Em tempo

Segundo o presidente nacional do PDT, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, não houve, por parte da executiva, a determinação para a retirada das inserções partidárias da legenda, com a presença de Lígia Feliciano. O dirigente, no entanto, admitiu sua decepção com o deputado Damião Feliciano por ter trocado de partido no apagar das luzes e anunciou que reunirá a direção para debater a retirada da postulação da vice-governadora da disputa estadual.

 

Márcia Dias

PB AGORA


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