Polícia flagra exploração sexual infantil em Parque de Exposição de CG

 

Uma operação realizada na madrugada desta quarta-feira (4) flagrou crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no Parque de Exposição de Animais Carlos Pessoa Filho, em Campina Grande. Em troca de alguns trocados, crianças de apenas 10 anos trabalhavam descarregando veículos com animais para a Feira de Gado, que ocorre na cidade nas quartas-feiras pela manhã.

Havia denúncia de aliciamento de crianças para o tráfico de drogas e a exploração sexual infantil, duas das piores formas de trabalho infantil. Três adolescentes estavam em uma área próxima a bares e casas de prostituição. Ao todo, foram encontrados seis meninos e três meninas, com idades entre 10 e 16 anos.

A operação foi organizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com a participação do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) e polícias Civil e Militar. Participaram também os Conselhos Tutelares Sul e Leste, que levaram as crianças às suas casas.

A ação acontece no mês do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). Ninguém foi preso. O MPT continuará acompanhando o caso.

Um garoto de 10 anos descarregava porcos no momento da operação. “O trabalho infantil foi constatado, inclusive um menino contou como fazia. Tirava os porcos da caminhonete e colocava em um cercado. Disse que ganhava R$ 2, 3, 5,00. Começava de tardezinha, por volta das 17h da terça e só terminava na madrugada da quarta. Um absurdo essa violação de direitos e ainda mais dentro de um espaço público, que é do próprio Estado”, afirmou o procurador do Trabalho Marcos Almeida, que participou da operação. O dono do veículo correu quando a polícia chegou.

“Os meninos foram encontrados no local onde ficam guardados os animais, porque eles trabalham descarregando os caminhões para receber alguns trocados. Já as meninas estavam em outra área, próximas de bares que também funcionam como prostíbulos. Na parte de trás dos bares, há uns quartinhos para prostituição. Havia também profissionais do sexo”, relatou o procurador Marcos Almeida. Os bares ficam em uma espécie de galpão e os quartos são pequenos e precários.

MaisPB


BORGES NETO LUCENA INFORMA