Conselheiros tutelares assinam representação conjunta para tirar guarda do filho de Pâmela Bório

 

Uma representação, assinada por conselheiros tutelares de diversas regiões de João Pessoa, foi enviada ao Ministério Público da Paraíba contra Pâmela Bório, a ex-primeira dama da Paraíba e suplente de deputada federal.

No documento os conselheiros pedem que o MPPB entre com uma ação para tirar da ex-primeira dama a guarda do filho de 12 anos. fruto de sua relação com o ex-governador Ricardo Coutinho.

A criança foi levada pela mãe aos atos golpistas, em Brasília, no último dia oito de janeiro, quando milhares de pessoas invadiram a Praça dos Três Poderes e vandalizaram os prédios do poder Executivo, Legislativo e Judiciário.

Na ocasião, ela gravou vídeos com o filho e publicou nas redes sociais, porém depois de ter pagado as redes sociais, emitiu nota, onde disse que ele não estaria no local, tendo ficado com parentes.

De acordo com os conselheiros, além de cometer crimes contra as instituições democráticas e o Estado Democrático de Direito, Pâmela foi neglingente e, entre outras infrações, expos o adolescente a situação ridícula e vexatória, cometendo crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescentes.

Os conselheiros pedem que o adolescente seja entregue preferencialmente aos cuidados do pai ou a outro membro da família, que possa garantir proteção.

“No caso em questão, a senhora Pamela Bório demonstra por suas ações, acreditar que os crimes praticados no último dia 08/01, são legítimos, o que nos faz temer pelo bem estar e garantia da segurança e integridade do adolescente […] por isso entendemos que seja mais seguro que a criança seja afastada da senhora Pâmela Bório na condição de violadora dos direitos do proprio filho, enquanto se esclarecem os fatos e se garanta a plena proteção do adolescente, sendo este entregue preferencialmente ao pai senhor Ricardo Coutinho, ou a outro membro da família extensa, que possa garantir a devida proteção como entender o juízo competente”, diz trecho do documento.

De acordo com consulta processual, o pedido dos Conselheiros já está em tramitação no MPPB.

PB Agora


BORGES NETO LUCENA INFORMA