O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) denunciou que servidores da Vigilância Sanitária estão há dois meses sem receber salários. O diretor executivo do Sintab, Giovanni Freire, falou à rádio Campina FM, nesta quinta-feira (27), sobre a dificuldade dos funcionários com as dívidas.
Giovanni Freire relatou falta de combustível no serviço da Vigilância Sanitária. "As paralisações dos servidores públicos são tomadas como último recurso. Servidores se reuniram no Sintab, tivemos reunião com os fiscais da Vigilância Sanitária, e eles já estão próximos a completar dois meses sem salários. Ouvimos relatos de profissionais de saúde e esses contaram que não há mais condições de se manter o serviço por faltar combustível nos carros e dinheiro para combustível. O cartão já não tem saldo porque a conta do mês passado não foi paga..."
O diretor do Sintab exemplificou a dificuldade dos servidores quando são cobrados pelas dívidas e ainda não tem recebido o salário. "A grande covardia que eu vejo desse governo com os servidores é anunciar um calendário de pagamento e, quando anuncia, não é essa a situação. O credor (do servidor) vai naquela informação que está na mídia, de que aquela pessoa recebeu salário. E o constrangimento da cobrança, de que você tem que está negando o que a Prefeitura Municipal (de Campina Grande) diz que está fazendo. É muito constrangedor e eu acho que é uma covardia com esses profissionais da Saúde aqui de Campina Grande."
O diretor executivo do Sintab alertou que os trabalhadores poderiam ter parado em meio ao São João, mas resolveram esperar que o ponto alto da festa passasse. "Eles poderiam ter parado (as atividades) após o quinto dia útil (em junho). Mas por conta das festas juninas no município, decidiram esperar o período do São João passar para poder fazer essa paralisação. Já paralisaram desde ontem (26), vão manter um movimento amanhã (28) na Secretaria Municipal de Saúde para que haja uma solução para esses problemas desses recursos dos servidores."
Desde 2013
Giovanni revelou que o problema ocorre desde 2013. "Não é o primeiro mês em que isso acontece. Desde 2013 os servidores não têm um calendário para pagamento. E a cobrança maior de todos os servidores da Saúde é de um calendário específico. E nós cobramos que pelo menos a legislação seja cumprida: que até o quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado seja efetuado o pagamento de todos os servidores."
Categorias paradas
Estão paralisados os servidores dos Caps, os do Isea estão mantendo os serviços essenciais, pararam também os servidores administrativos das UPA's, e profissionais dos CEREST e do CERAST (Centro Regional de Reabilitação e Assistência em Saúde do Trabalhador).
Repasses do Ministério da Saúde
A Prefeitura de Campina Grande já respondeu alegando que os atrasos nos salários são reflexo dos atrasos nos repasses do Ministério da Saúde, que financiam os programas de saúde locais. Mas Giovanni Freire argumentou que a responsabilidade fica para a PMCG tendo em vista que os servidores estão vinculados à administração pública municipal, e não federal.
"Esses servidores são do município de Campina Grande. Se os programas acabam, se o Ministério de Saúde deixa de financiar, quem tem que arcar é a Prefeitura de Campina Grande. Quem está com salário atrasado não é servidor do Ministério da Saúde. Temos relato de pessoas que estão passando necessidade e salário é alimento", disse Giovanni.
CLICKPB
BORGES NETO LUCENA INFORMA


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