Justiça nega pedido de advogado de Bolsonaro para trancar processo por suspeita de perseguir ex-mulher

 


A Justiça negou um pedido de Admar Gonzaga, advogado de Jair Bolsonaro e ex-ministro do TSE, para trancar uma ação penal em que ele é acusado de perturbar a tranquilidade da ex-mulher Élida Souza.

A decisão foi tomada na semana passada de modo unânime entre os três desembargadores da 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.aGonzaga é réu nesse caso desde fevereiro. Em outubro do ano passado, foi denunciado pelo Ministério Público do DF.

Admar Gonzaga é acusado de perseguir a ex-mulher durante duas semanas de julho de 2017, após suposta agressão na então companheira.

Ele é suspeito ainda de ter contratado um detetive particular por meio de um advogado amigo seu.

Um rastreador eletrônico foi encontrado no assoalho do carro de Élida Souza, que alega ter sido seguida em locais públicos de Brasília. 

Desde o ano passado, Gonzaga é réu em outro processo por lesão corporal, por supostamente bater na ex-mulher.

Recentemente, uma nova testemunha depôs na ação da agressão.

A testemunha afirmou que ouviu da ex-mulher de Gonzaga que ela havia pedido a medida restritiva por orientação da sua defesa, com vistas a garantir seu direito à pensão.

Procurado, Gonzaga afirmou: "É uma decisão contra a jurisprudência do STJ. O fato é atípico, uma situação que não foi provocada por mim, não há nenhuma prova da minha participação. Não vamos nos satisfazer com essa decisão".

Procurada, Élida Souza disse, por meio de sua defesa, que só se manifestará no processo.

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