Em dois anos, João Pessoa registra mais de 1.200 casos de esporotricose e vigilância ambiental alerta para cuidados


 Entre  junho de 2018 a junho de 2020, a Vigilância Ambiental e Zoonoses da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) registrou 1.269 casos da doença na Capital e faz alerta para prevenção e diagnóstico. A esporotricose é uma micose causada pelo fungo da espécie Sporothrix schenckii, que acomete os animais e tem um alto grau de contágio entre eles, como também em humanos. 

O fungo da esporotricose é de ambiente, muito presente em areias e jardins; é transmitido através do contato do fungo com a pele ou mucosa, por meio de arranhaduras e mordidas de animais. Ela pode ser encontrada em vários bichos, porém, os gatos são os mais suscetíveis à infecção. Segundo a veterinária do Centro de Zoonoses, Lilian Santos, isso acontece porque os gatos possuem costumes que facilitam a entrada desses fungos na pele, como enterrar suas fezes em areia, brincar e brigar arranhando e mordendo outros animais.

O principal sintoma da doença é o aparecimento de feridas na pele que não cicatrizam, mesmo com antibióticos. Porém, a doença também pode acometer os pulmões do animal fazendo surgir sintomas parecidos ao da gripe como espirros, focinho inchado e febre.  A veterinária do Centro de Zoonoses explica que se esses sintomas não desaparecerem, mesmo com o animal medicado, e nesse caso é importante fazer o exame para descobrir se é a esporotricose. “O diagnóstico precoce dessa doença é crucial para a cura do animal, pois o tratamento é muito longo, levando até meses”, afirma.

O Centro de Zoonoses oferece gratuitamente o exame de esporotricose e se o resultado for positivo o animal tem que ser tratado ou pode acabar entrando em sofrimento e morrendo. O tratamento deve ser iniciado rapidamente e sua duração pode variar de três a seis meses ou mesmo um ano, até a cura completa, não podendo ser abandonado.

A maior prevenção da doença é tomar medidas higiênico-sanitárias, de forma a reduzir os riscos de transmissão do fungo para outros animais e até mesmo os humanos. Dessa forma, animais doentes, que estão em tratamento, devem ser mantidos em isolamento até a cura. Veterinários e pessoas que manuseiam animais infectados estão sujeitos a contrair a infecção, por isso, a vigilância ambiental alerta para o uso de luvas descartáveis na hora de manusear o animal doente.

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