Beltrammi explica que morte de ator após duas doses da vacina é exceção na estatística

 

Uma exceção à estatística. Foi assim que o secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, classificou a morte do ator Tarcísio Meira, na manhã de ontem, quinta-feira (12), pela covid-19, mesmo após o artista ter sido imunizado com as duas doses da vacina.

Beltrammi alertou que o benefício que as vacinas trazem dependem também do histórico de vida do paciente e que cada pessoa pode reagir de forma diferente aos sintomas da doença.

“As pessoas não são iguais. As vacinas estão se adaptando no mundo inteiro em escala populacional criada para alcançar a imensa maioria das pessoas acima de 18 anos. Só que as pessoas têm históricos de saúde absolutamente diferentes e, às vezes, um quadro moderado, que teoricamente não evoluiria mal em uma pessoa vacinada, pode evoluir por outras questões de saúde envolvidas naquela pessoa. São muitas variáveis”, explicou.

Um dado trazido pelo secretário foi a queda dos números recentes da pandemia no estado com o avanço da vacinação, que aponta que a vacina reduz o risco de infecção e, consequentemente, a ocupação dos leitos.

“Sob a lógica estatística, podemos dizer que a morte de Tarcísio Meira é uma exceção. Mas, para a família dele e pessoas que admiram o trabalho dele, é uma situação absolutamente trágica. Não estou reduzindo o sofrimento e a tragédia humana, mas as vacinas nos permitem fazer com que a maior parte possível das pessoas venham a não perder as suas vidas. Ou seja, invertem uma equação que seria o contrário. É só ver o que aconteceu no estado: a Paraíba hoje é o segundo estado com a menor ocupação de leitos de UTI no país”, concluiu. As declarações do secretário repercutiram no programa Arapuan Verdade.

PB Agora


BORGES NETO LUCENA INFORMA