Paraíba tem 200 casos da variante Delta em investigação; cepa já foi identificada no Rio Grande do Norte

 

Em transmissão comunitária no Brasil e já presente em estados vizinhos como Pernambuco, Ceará e confirmado esta semana no Rio Grande do Norte, a variante Delta precisa apenas de tempo para chegar à Paraíba. De acordo com o Diretor-Geral do Lacen/PB, Bergson Vasconcelos, pelo menos 200 amostras estão em investigação para saber se já existe circulação desta cepa na Paraíba.

Apesar disso, Vasconcelos afirmou que a Paraíba tem se destacado na celeridade na vacinação e que a decisão de adiantar a vacinação com primeira dose (D1) foi acertada. “A análise não é um exame qualquer, não é um hemograma. É uma ferramenta utilizada pela vigilância laboratorial e não interfere na clínica, nem tratamento da covid. Não é necessário saber qual cepa lhe contaminou, é bom ressaltar que o distanciamento e uso de máscaras ainda é a melhor estratégia para evitar a contaminação”, disse.

Na Paraíba, a variante de predominância ainda é a P1 (Gamma). “A Paraíba tem se destacado, dos casos em investigação, mais de 300 já tiveram resultado e a predominância é a P1”, disse.

Sequenciador

A unidade do Lacen já recebeu o sequenciador que vai identificar aqui na Paraíba o sequenciamento dos vírus. “A primeira etapa é a incorporação do laboratório de biologia molecular, foram contratados 14 colegas que trabalham ininterruptamente e agora com o sequenciador, depende de alguns critérios técnicos, pois é preciso o fabricante vir instala. As equipes já estão em treinamento, alguns foram para Minas Gerais treinar como fazer o sequenciamento, pois é alta tecnologia. Estamos num cenário privilegiado”, disse.

Muito próximo

Após ser identificada em Pernambuco e Ceará, nessa segunda-feira (23), o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificou a variante delta do novo coronavírus em duas amostras coletadas no dia 8 de agosto em Natal, no Rio Grande do Norte. De acordo com a diretora do IMT, Selma Jerônimo, a identificação de variantes é frequente, em virtude da fácil mutação do RNA do vírus, motivo pelo qual as pessoas devem manter os cuidados na prevenção e tomar a vacina contra a covid-19. “A diminuição da presença do vírus entre as pessoas é via de controlar o surgimento de novas variantes”, afirmou.