Homem esfaqueia seis pessoas na Nova Zelândia em ato terrorista, diz premiê

  


Um terrorista ligado ao grupo do Estado Islâmico esfaqueou seis pessoas em um supermercado de Auckland, hoje, antes de ser morto pela polícia, disse a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

Ardern relatou que o homem era um cidadão do Sri Lanka que chegou à Nova Zelândia em 2011 e tinha seu nome incluído em uma lista de terroristas.

O homem entrou em um centro comercial no subúrbio de Auckland, pegou uma faca que estava na vitrine de uma loja, e começou a esfaquear as pessoas que passavam no local. A polícia, que mantinha o indivíduo sob vigilância, abriu fogo e o abateu quase imediatamente. Três das vítimas se encontram em estado grave.

"O que aconteceu hoje foi um ato de ódio, indigno e desprezível", declarou Ardern. Sobre as motivações do agressor, disse que obedeciam a "uma ideologia violenta inspirada no grupo Estado Islâmico".

A polícia disse acreditar que o homem tenha agido sozinho e que, portanto, não há mais risco para a comunidade. Segundo Arden, ele era monitorado pelo serviço secreto há cinco anos.

"Fazíamos o possível para monitorá-lo e isso possibilitou uma intervenção em cerca de 60 segundos, o que prova o nível de vigilância", acrescentou o comissário de polícia Andrew Coster, que respondeu às perguntas da imprensa ao lado dela. A primeira-ministra disse que não poderia revelar mais detalhes sobre o autor do atentado porque uma decisão judiciária proíbe a publicação de informações sobre ele.

O governo deverá pedir a retirada dessa medida para que a população "possa compreender melhor o contexto", afirmou. De acordo com Arden, o agressor já havia sido preso, mas foi libertado por falta de provas. "O fato que ele vivia no meio da população mostra que não pudemos usar as leis como gostaríamos", insistiu. A chefe do governo se disse "inconformada" com o fato de que uma ameaça terrorista conhecida das autoridades pôde se concretizar. "Sei que fazíamos tudo que estava ao nosso alcance. Fiquei arrasada", declarou.

A primeira-ministra não quis revelar quantos indivíduos eram monitorados por terrorismo no país, mas disse que poucos entravam nessa categoria.

O chefe da polícia neozelandesa defendeu a ação dos agentes, apesar de eles não terem conseguido neutralizar o autor do atentado antes da ação. "Eles agiram com muita coragem", afirmou. "A realidade é que quando vigiamos alguém 24 horas por dia, sete dias da semana, nem sempre é possível estar o tempo todo ao lado", explicou.

O pior ataque terrorista na Nova Zelândia ocorreu em uma mesquita de Christchurch em março de 2019, quando um supremacista branco abriu fogo, matando 51 muçulmanos e ferindo outros 40.

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