Testes vão ajudar a escolher medicamento para depressão

 

Um dos desafios do tratamento para ansiedade e depressão é fazer com que pacientes sigam tomando os remédios prescritos pelos médicos mesmo após episódios de efeitos adversos ou quando o paciente não percebe melhora do quadro. Com oferta crescente no Brasil, os testes farmacogenéticos se apresentam como uma opção para dar precisão e evitar que medicamentos sejam recomendados por meio da tentativa e erro. Sobre esse tema ‘depressão’ foram ouvidos o psicólogo da Gerência Operacional de Atenção Psicossocial da SES, Lucilvio Silvio e a gerente operacional de Atenção Psicossocial da SES, Iaciara Mendes, que falam sobre a campanha ‘Setembro Amarelo’ no estado.

Diante da pandemia, do isolamento social e da alta do desemprego, profissionais de saúde têm sido cada vez mais procurados para tratar de sintomas, diagnósticos e tratamentos contra essas doenças. Realizados com saliva ou sangue, os testes analisam o DNA dos pacientes e permitem identificar alterações que podem impactar na resposta dos medicamentos e nos efeitos colaterais – alguns fazem até o cruzamento para verificar se interações medicamentosas e hábitos de vida, por exemplo, podem interferir no sucesso do tratamento.

“Esse exame envolve uma estratégia chamada Medicina de precisão, que avalia características das pessoas, das doenças e do DNA, e adapta o tratamento de acordo com a necessidade. Além de melhorar as respostas, os testes objetivam economizar dinheiro, porque, toda vez que ajusta o medicamento, o preço do tratamento aumenta”, comenta o farmacólogo  Leandro Brust.

Para o psicólogo, Lucilvio Silvio, no processo de tratamento de depressão é importante se trabalhar o social. “Importante, neste momento, compreender também as complexidades socioculturais que envolvem o tema, além de valorizar os serviços públicos de atendimento à saúde mental disponíveis para toda a população, sobretudo os mais vulneráveis financeiramente,” afirma.

Segundo Iaciara Mendes, este ano a programação segue variada com promoção de debates sobre as vulnerabilidades sociais que agridem a autoestima, fragilizam os vínculos e a rede de proteção e cuidado. Ela também afirma que, durante toda a campanha, a SES estará valorizando as ações e os serviços públicos de cuidados contínuos. “Em tempos de Covid-19, destacamos a importância dos nossos serviços da Rede de Atenção Psicossocial organizarem suas agendas para a promoção e divulgação de ações que acontecem o ano inteiro. Precisamos criar espaços de escuta que mapeiem e potencializem coletivos de apoio e cuidado. Lembramos que não somente no mês de setembro, mas durante todo o ano, nossos serviços devem assumir esta promoção e cuidado em saúde mental nos territórios”, comentou.

PB AGORA


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