Queiroga diz que “não vai obrigar vacina” e quer “tirar máscaras” até o Natal

 

Durante realização de uma oficina do Ministério da Saúde sobre o programa Previne Brasil, em João Pessoa, nesta quarta-feira (10), o ministro Marcelo Queiroga, destacou a atuação do país no combate à pandemia de Covid-19 e afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro não vai obrigar ninguém à imunização. “É um desafio e será conseguido com a nossa palavra, não na base da obrigação e da imposição. Nós esclarecemos os indivíduos e, com isso, vamos conseguir a adesão da população brasileira para prevenir uma terceira onda”.

Queiroga afirmou que o combate à pandemia passou pela atuação da atenção primária com o avanço da vacinação. “Hoje já aplicamos uma dose de reforço nos idosos, que tomaram uma vacina no início da campanha, com menor efetividade”, disse, referindo-se à CoronaVac, sem citar o nome da vacina produzida pelo Butantan.

Em outro momento, o ministro disse que “vai trabalhar firmemente para ter um Natal sem máscaras”. “Depois vamos desmascarar os mascarados de sempre, que sempre prejudicaram o Brasil no rumo que esse país tem para ser uma grande nação”.

Ainda em sua fala no evento, o ministro destacou a importância do SUS e afirmou que há mais de trinta anos o estado brasileiro assumiu um compromisso básico da dignidade da pessoa humana e que “não se pode respeitar isso sem o direito à saúde”. “Em nenhum momento podemos abrir mão dessa grande força-tarefa de combate à pandemia de Covid-19”.

Programa – O programa Previne Brasil é um novo modelo de financiamento que altera algumas formas de repasse das transferências para os municípios, que passam a ser distribuídas com base em três critérios: capitação ponderada, pagamento por desempenho e incentivo para ações estratégicas.

Sobre o programa, o ministro afirmou que os municípios devem buscar o cumprimento das metas que, segundo ele, ainda são pequenas neste primeiro momento. “As doenças se enfrentam na atenção primária, controlando hábitos do tabagismo, a diabetes, a hipertensão, incentivando a prática de exercícios”, exemplificou, chamando a atenção para o combate aos fatores de risco para outra doenças que levam os pacientes a lotar hospitais.

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