Governador lamenta “politização” em cima dos policiais da Paraíba e diz que não admitirá “greve branca” na polícia do Estado

 

O governador João Azevedo subiu o tom contra um grupo minoritário na Polícia Militar que, comandado por lideranças oposicionistas, dificultam o diálogo entre o Governo do Estado e a categoria e coloca a população em situação de vulnerabilidade no tocante à segurança. O Chefe do Executivo Estadual apelou para que os policiais não se deixem levar por quem quer apenas “faturar politicamente” em cima deles.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, João Azevêdo lamentou a politização praticada por setores minoritários da tropa e não descartou acionar o Poder Judiciário. “Não me furtarei em nenhum momento a acionar o Ministério Público e a Justiça paraibana, se for o caso, para restabelecer as funções hierárquicas e constitucionais das forças de segurança. Espero não ter que fazê-lo, mas para manter a ordem e a convivência harmônica da sociedade paraibana jamais fugirei às minhas responsabilidades”, declarou.

O governador determinou aos comandos da Polícia Militar a tomada das providências necessárias para coibir quaisquer atos que caracterizem indisciplina e quebra de hierarquia na tropa, com a devida punição dos responsáveis.

“Para proteger a população e manter a ordem, irei às últimas consequências. Não admitirei coisas do tipo como operação padrão ou greve branca, como foi insinuado em áudios e vídeos por quem está na política e tenta usar os policiais para confrontos inconstitucionais e fora de propósito. Policial é para combater o crime, promover a paz social e proteger a sociedade e não para fazer política partidária e eleitoral nos quartéis e dentro da categoria”, disse.

João Azevedo destacou a disposição do governo para dialogar com a categoria e os avanços conquistados, a exemplo de 100% da incorporação da bolsa desempenho e do aumento dos plantões extras. “Reivindicações antigas e históricas da categoria foram atendidas, a exemplo da paridade entre os policiais da ativa e os aposentados e pensionistas. Demos um reajuste salarial de 10% a todos, aumentamos plantões extras em até 92,9% para cabos, soldados e sargentos e do cartão alimentação em 24%. A menor remuneração de um soldado será de R$ 4.206, 87, incluindo os plantões este valor poderá chegar a R$ 6.800,00 podendo ser ainda maior se as horas forem prestadas em finais de semana, o que elevará a remuneração total de um soldado ao patamar acima de R$ 8.000,00”, acrescentou.


DE OLHO NO CARIRI


BORGES NETO LUCENA INFORMA