Após compra de Viagra pelo Governo Federal, ex-secretário de Saúde da Paraíba comenta que medicamento "faz parte do tratamento para pacientes com hipertensão arterial pulmonar"


 Após ter sido revelada a compra de 35 mil comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas brasileiras, caso revelado pelo jornal "O Globo", no início dessa semana, o ex-secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, explicou que as unidades de citrato de sildenafila, conhecido como Viagra, também fazem parte do tratamento de hipertensão pulmonar. 

"O medicamento além de ser indicado para o tratamento de homens com disfunção erétil também se constitui com ação eficaz como vasodilatador pulmonar. Ele ajuda no tratamento da hipertensão pulmonar (elevação da pressão arterial nas artérias dos pulmões) em ambiente hospitalar e em pacientes com esclerose sistêmica", explicou em entrevista ao programa Arapuan Verdade, desta terça-feira (12).

Como acompanhou o ClickPB, Geraldo Medeiros lembrou que o Viagra é um medicamento recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para o tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). A doença pode estar relacionada a diferentes causas, tanto causas pulmonares, como causas cardíacas. 

Dados do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram oito pregões homologados entre 2020 e 2021, e ainda em vigor neste ano. A maior parte das aquisições é direcionada à Marinha, com 28.320 unidades do medicamento. No caso do Exército, foram 5.000 comprimidos; e da Aeronáutica, foram 2.000.

As informações foram levantadas pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO). Ele apresentou um requerimento ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, cobrando explicações sobre os processos de compra. Paulo Sérgio assumiu a pasta no último dia 8. Até então, o ministro era o general Braga Netto.

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