Sumiço de corpo de bebê foi erro no setor de carga da Latam e caso pode parar na Justiça, diz pai


 Familiares velaram na manhã desta quinta-feira (28) o corpo de Elise Maria Rodrigues de Lima no município de Princesa Isabel. Elise tinha 10 meses e morreu em São Paulo, vítima de uma infecção pulmonar após uma cirurgia em decorrência da síndrome de Apert.

Após a morte da filha, os pais realizaram os trâmites para trazer ontem (27) o corpo da bebê para Paraíba, onde seria sepultado. Ao chegarem no Aeroporto Castro Pinto, na Grande João Pessoa, os pais descobriram que o caixão com o corpo da filha havia sumido.

Indignado, o pai Cesar Rodrigues chegou a publicar um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. "Eu saí de Guarulhos com toda a confirmação do pessoal dizendo que o corpinho da minha filha tava dentro voo e quando cheguei aqui no aeroporto o corpinho dela sumiu. Eu estou desesperado. Isso não pode acontecer. É uma injustiça grande", lamentou no vídeo.

Ainda ontem, a Latam publicou uma nota informando que "lamenta profundamente e considera inadmissível" o ocorrido e que "está em constante contato com os familiares e compreende toda a sua indignação com o ocorrido, sobretudo neste momento de dor". A companhia aérea também alegou que "já providenciou embarques aéreo e terrestre para que a entrega [do corpo] seja concluída diretamente no município de Princesa Isabel (PB), nesta madrugada".

Em contato com o ClickPB, Cesar afirmou hoje que a empresa alegou um erro no setor de carga. Disse também que deixou a cargo de uma advogada as possíveis providências jurídicas relacionadas ao fato, indicando que o caso pode ser levado para a Justiça.

"Isso aí quem está resolvendo é a advogada. Ela quem ficou de resolver essas questões. Eu ainda não estou sabendo direitinho como vai ser o procedimento. Mas já tem uma advogada resolvendo para mim. No momento, ela não quer envolver a imprensa", disse.

CLICKPB



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