Pneumonia de origem desconhecida: argentina confirma terceira morte


 A Argentina registrou uma terceira morte por pneumonia bilateral — quando afeta ambos os pulmões — de origem desconhecida na província de Tucumán (noroeste) e está sendo investigado se é o paciente zero do surto, informaram nesta quinta-feira autoridades de saúde.

Seis casos dessa doença já foram registrados até o momento na Argentina, com dois deles evoluindo para óbito.

“O paciente tinha 70 anos e estava internado em um hospital privado na cidade. Estamos estudando a origem do surto e o vínculo epidemiológico”, afirmou o ministro da Saúde da província de Tucumán, Luis Medina Ruiz, em coletiva de imprensa. O Ministério da Saúde também descartou a Covid, gripe e influenza como possíveis causas.

Até ontem à noite, as autoridades haviam relatado seis casos e nesta quinta-feira relataram mais três infecções. O terceiro morto era o único entre os infectados que não pertencia ao pessoal de saúde da clínica privada de San Miguel de Tucumán (1.300 km ao norte de Buenos Aires), onde os casos foram relatados e que foi isolado por precaução.

A nova vítima fatal "tinha sido operada por um problema na vesícula e tinha passado por outros dois procedimentos cirúrgicos. A partir daí teve um quadro de infecção pulmonar que coincide com a data de aparecimento (dos sintomas) dos outros doentes", disse o ministro.

As amostras dos seis primeiros casos estão sendo investigadas pelo laboratório do Instituto Malbrán, principal referência no país. Análises da água, descargas de ar condicionado e outras situações que podem ser a causa da doença também estão sendo estudados.

— O que esses pacientes têm em comum é o quadro respiratório grave com pneumonia bilateral e comprometimento em imagens muito semelhantes à Covid, mas isso (o coronavírus) está descartado — afirmou o ministro da Saúde da província de Tucumán, Luis Medina Ruiz, nesta quarta-feira.

Os três novos casos relatados "são profissionais de saúde do sanatório que começaram com sintomas por volta de 20 e 23 de agosto, portanto, em princípio, correspondem ao mesmo surto e ao mesmo local de infecção", disse Ruiz.

Os primeiros seis infectados começaram com sintomas entre 18 e 22 de agosto.

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