‘Operação Sócrates’ prende suspeitos de homicídios e tráfico no Vale do Mamanguape


Uma operação policial iniciada na manhã desta sexta-feira (17) prendeu sete pessoas no Litoral Norte do estado. De acordo com a Polícia Civil, os presos são suspeitos de participarem de homicídios, assaltos e tráfico de drogas. Entre os crimes que seriam atribuídos ao grupo está o assassinato do vice-diretor de uma escola, em dezembro de 2014. A ação acontece na cidade de Mamanguape.
O vice-diretor da escola foi assassinado a tiros e facadas dentro da instituição de ensino, que fica no distrito de Pitanga da Estrada, na zona rural de Mamanguape. Segundo a polícia, o corpo da vítima foi encontrado com marcas de pelo menos dez tiros e uma facada, e na ocasião, a polícia acreditou tratar-se de uma execução, uma vez que nada foi levado da vítima.
Ainda segundo a polícia, um dos suspeitos de fazer parte do grupo continua foragido. Contudo, o delegado seccional de Mamanguape, Steferson Nogueira, acredita que essa prisão não vai demorar muito, já que ele avaliou que o suspeito está vulnerável com prisão do seu grupo criminoso.
Conforme o delegado, as investigações apontam que a motivação do assassinato do vice-diretor pode ter sido a divulgação de uma música de funk em uma rádio da cidade. A música, que faz apologia ao crime, faz parte da identidade da facção e circulava apenas entre os seus membros, que têm seus nomes são citados na letra.
Foram necessários 120 dias de investigação para executar a operação. Um total de 23 policiais forma envolvidos no cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, de acordo com a polícia. “Após o homicídio do vice-diretor, descobrimos que havia um grupo criminoso agindo na localidade. Um dos homens desse grupo, que agora está preso, tem ligação direta com o assassinato em questão”, disse o delegado. Além disto, ele contou que seis homicídios programados pelo grupo foram evitados.
Segundo a polícia, os integrantes do grupo não resistiram à prisão e, em seguida, foram encaminhados para a Central da Polícia Civil de João Pessoa, onde serão ouvidos.
Alan Richelly - Lucena Informa

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