Em seis meses, quase duas mil armas foram apreendidas na Paraíba



Levantamento feito pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) apontou que somente nos seis primeiros meses do ano as Polícias Civil e Militar do Estado apreenderam 1.913 armas de fogo.
Esse número é 31% maior do que a quantidade retirada de circulação no mesmo período do ano passado, que foi de 1.464 unidades. Conforme o balanço do Nace, a média na Paraíba chegou a 10,5 armas de fogo apreendidas por dia, de janeiro a junho de 2015. Os revólveres são os itens mais apreendidos, ou seja, 49%. Os outros são espingarda (40%), pistolas (7%) e armamentos diversos (4%).
O secretário da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, enfatizou o acréscimo no número e lembro que há bonificação para os envolvidos nas apreensões. “Por meio da Lei 9.708/2012, o Governo do Estado bonifica os policiais, com valores que vão de R$ 300 a R$ 1.500 por arma apreendida”, justificou, acrescentando que, além das apreensões diárias, trabalhos maiores ainda aconteceram em várias regiões do Estado, como a Operação Ciclone, em fevereiro deste ano, no município de Princesa Isabel; a Cidade Sitiada, de repressão ao tráfico de armas de fogo, que aconteceu em março, em João Pessoa; Impacto, da Polícia Militar, que em 26 de junho apreendeu 39 espingardas e um revólver calibre 22, em Queimadas; e uma ação realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, responsável pela apreensão de armas que seriam utilizadas por um grupo para assaltar um banco, incluindo uma arma longa de calibre restrito.
Números cresceram nos últimos anos – Ainda segundo o levantamento do Nace, de 2011 a 2014, as forças de segurança apreenderam 10.641 armas de fogo em diversas cidades paraibanas. Se for comparado 2010 com relação a 2014, o aumento na quantidade de armas retiradas de circulação foi de 73%. Esse percentual equivale a um crescimento de 1.709 para 2.952 revólveres, espingardas e pistolas que deixaram de estar nas ruas por conta do trabalho da Polícia.
Após as apreensões, as armas de fogo são encaminhadas ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para exames e remetidas ao Poder Judiciário, de onde seguem para o Exército Brasileiro, a fim de serem destruídas.

Alan

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