O pedido de abertura da CPI da Saúde segue parado com mais de uma semana sem movimentação na Câmara de Vereadores de Campina Grande. Conforme acompanha o ClickPB, o documento foi enviado à Procuradoria no último dia 5 de novembro e permanece sem movimentação ou retomada de discussões na Casa de Félix Araújo.O requerimento para aprovação da CPI da Saúde em Campina Grande não tem data para ser analisado pela Procuradoria da Casa, mas esse processo é necessário, uma vez que, deverá ser analisado pelo corpo jurídico, e se há fundamentação suficiente para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará falhas na aplicação de recursos, atrasos contratuais e responsabilidades administrativas no colapso da Saúde na cidade.
Conforme acompanha o ClickPB, o presidente da Câmara de Campina Grande (CMCG), Saulo Germano (Podemos), aguarda a tramitação na Procuradoria, mas também rebate a tentativa de arquivar o pedido.
A previsão é a que a Procuradoria da Câmara emita um parecer técnico dos requisitos legais para que a CPI possa ser instaurada.
COLAPSO
Em meio a crise financeira com atrasos de repasses a fornecedores e pagamento da folha de trabalhadores na rede municipal de saúde em Campina Grande, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, na semana passada, o secretário executivo de Finanças do município, Felipe Gadelha, revelou que R$ 165 milhões já teriam sido utilizados até setembro deste ano – declaração que acendeu o alerta sobre a sustentabilidade fiscal da e a gestão dos recursos públicos.
Após a grande repercussão, o prefeito Bruno Cunha Lima anunciou o pagamento parcial dos salários de algumas categorias de trabalhadores na saúde.
A pressão pela CPI foi gerada após milhares de trabalhadores e fornecedores denunciarem a falta de diálogo com a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. Conforme obtido pelo ClickPB, 11 vereadores assinaram o pedido da CPI da Saúde.
ATRASO
Saulo Germano (Podemos), em entrevista à imprensa negou que esteja atrasando o andamento para a abertura da CPI da Saúde. Em nota, o parlamentar classificou as especulações como “factoides sem fundamento” e afirmou que todos os trâmites seguem conforme a Lei Orgânica do Município e o regimento interno da Casa. Segundo ele, a condução do processo será feita “com desprendimento e transparência”, sem favorecimentos políticos.
Assinaram o requerimentos os vereadores:
Anderson Pila (PSB)
Aninha Cardoso (Republicanos)
Jô Oliveira (PC do B)
Márcio Guedes (PSB)
Olímpio Oliveira (Podemos)
Pimentel Filho (PSB)
Rostand Paraíba (Progressistas)
Waléria Assunção (PSB)
Tertuliano Maracaja (Republicanos)
Wellington Cobra (PSB)
MAIS PB
BORGES NETO LUCNEA INFORMA
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