Justiça da Paraíba decreta falência da Braiscompany


 A Justiça da Paraíba decretou a falência da Braiscompany, empresa de criptoativos acusada de desfalques de mais de R$ 1 bilhão, e de outras três empresas do grupo administrado por Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias. A decisão foi do juiz Cláudio Pinto, da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande.

A sentença, de 6 de fevereiro, considera, entre os pontos, que o casal administrador está preso na Argentina e foi condenado por crimes contra o sistema financeiro. Além disso, o magistrado aponta que as sedes das empresas estão fechadas e desativas, sem representante e recursos para pagar a credores, e que há mais de 5 mil ações na Justiça contra as empresas da Braiscompany.

O juiz determinou o recolhimento de todos os bens, documentos e livros das empresas e lacração das sedes para preservar o patrimônio da massa falida.

Outra decisão é a de suspensão das ações e execuções contra as empresas para concentrar as cobranças no processo de falência.

Outras providências serão adotadas para apresentação dos credores da Braiscompany em até dez dias e publicação de edital com prazo de 15 dias para habilitação de créditos.

Braiscompany

A Braiscompany foi criada para gerir ativos digitais e oferecer soluções em tecnologia ‘blockchain’. Os investidores aplicavam dinheiro que era convertido em ativos digitais, administrados pela Braiscompay. Por falta de pagamento do retorno financeiro, os clientes começaram a cobrar e a judicializar a cobrança ao casal fundador da empresa.

Após um tempo foragidos, Antônio e Fabrícia foram presos na Argentina, em fevereiro de 2024. Em dezembro, a Justiça argentina autorizou a extradição do casal. A data ainda será definida.

CLICKPB



BORGES NETO LUCENA INFOMRA

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