Parecer de ecólogo sergipano é exagerado, mas pode ser profético para João Pessoa

 


O ecólogo sergipano Genebaldo Freire Dias aconselhou seus conterrâneos a cuidar de Aracajú, a capital do Sergipe, para não repetir o “exemplo” de João Pessoa. Nas palavras dele, a nossa capital virou uma “cidade caótica, poluída e violenta”.

As expressões são duras e contém certo exagero. João Pessoa não é perfeita, mas ainda é uma cidade com inúmeros diferenciais qualitativos. Boa de viver, sustentável, equilibrada e com legislação singular na proteção da nossa orla.

O diagnóstico catastrófico do estudioso, porém, não pode ser descartado de um todo. Chega em boa hora e porque serve, ao menos, de alerta para quem mora aqui.

Se o cientista não foi exatamente rigoroso com a realidade atual, a fala dele carrega tom de profecia. É uma projeção do que a verde cidade de Nossa Senhora das Neves pode se tornar, se não forem estabelecidos freios para evitar que se confunda crescimento com inchaço.

Como diz a canção de Ivan Lins, “depende de nós”. E de respondermos coletivamente todos os dias a uma pergunta: “Qual modelo de cidade queremos”? E aí sim, concordamos com Genivaldo, num ponto: não queremos uma cidade “caótica, poluída e violenta”.

CLICKPB



BORGES NETO LUCENA INFORMA

Comentários