Procon-PB usa tecnologia inédita para identificar metanol em bebidas no São João de Campina Grande

 


O Procon-PB lançou, em Campina Grande, a campanha “São João Livre de Metanol”, iniciativa pioneira realizada em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) que utiliza tecnologia em um laboratório móvel para identificar, em tempo real, a presença de metanol e possíveis adulterações em bebidas comercializadas durante os festejos juninos.

A tecnologia emprega espectroscopia no infravermelho, permitindo que as análises sejam feitas sem abrir as embalagens e com resultado em menos de um minuto. Durante o lançamento, pesquisadores da UEPB realizaram testes em bebidas comercializadas no evento e não identificaram a presença de metanol nos produtos analisados.

Além de detectar a substância altamente tóxica que pode causar graves danos à saúde, o equipamento também é capaz de apontar adulterações por diluição, oferecendo mais segurança aos consumidores e turistas que participam do Maior São João do Mundo.

Segundo o superintendente do Procon-PB, Félix Araújo Neto, a ação representa um novo momento na proteção ao consumidor na Paraíba.

“Estamos unindo fiscalização, ciência e inovação para garantir mais segurança à população. Com o apoio da UEPB e dos comerciantes, conseguimos trazer uma tecnologia que permite identificar irregularidades de forma rápida e eficiente, reforçando a confiança de quem está aproveitando a festa”, destacou.

Além dos testes, a campanha prevê a instalação de adesivos informativos nos estabelecimentos participantes e ações educativas ao longo do período junino. A iniciativa reforça o compromisso do Procon-PB de atuar não apenas na fiscalização, mas também na prevenção, promovendo um São João mais seguro, transparente e bem informado para todos.

Tecnologia de espectroscopia de infravermelho

A espectroscopia no infravermelho médio é uma técnica alternativa de quantificação rápida, fácil manuseio, baixo custo e ampla aplicabilidade.

O equipamento emite luz infravermelha sobre a garrafa, mesmo que ela esteja lacrada. A luz provoca uma agitação nas moléculas, e um software recolhe os dados, interpreta as informações e identifica qualquer substância que não faz parte da composição original da bebida, desde o metanol até a adição de água, para fazer o produto render mais.

A pesquisa sobre a tecnologia é coordenada pelo professor David Douglas Fernandes, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ), em colaboração com os professores Railson de Oliveira Ramos, Germano Veras (PPGQ-UEPB) e Felix Brito (PPGCA-UEPB), com a participação de outros pesquisadores.

O método, conforme explicaram os pesquisadores, detecta adulterações em poucos minutos, sem produtos químicos. Coordenador da pesquisa, o professor David Douglas explicou que o trabalho conseguiu uma taxa de classificação em nosso estudo de 97%. “Além disso, conseguimos fazer o rastreamento das cachaças da Paraíba, de forma que, ao compará-las com as produzidas em outras regiões do país, é possível identificar se uma cachaça, em específico, foi produzida na região do brejo paraibano ou fora da região”, explica.

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BORGES NETO LUCENA INFORMA

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