O Instituto de Medicina Legal (IML) concluiu todos os procedimentos periciais relacionados à morte da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, e autorizou a liberação do corpo para os familiares ou responsáveis legais. A informação foi confirmada pelo diretor do órgão, Flávio Fabres.
Segundo o IML, foram finalizados todos os exames técnicos previstos para o caso, incluindo a perícia realizada no local onde o corpo foi encontrado, o exame necroscópico e outras análises complementares realizadas durante a investigação. Com a conclusão dessas etapas, não há mais pendências para a entrega do corpo.
Chantal Dechaume foi encontrada morta no dia 11 de março, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. O corpo estava dentro de uma mala que havia sido incendiada, em um crime que repercutiu pela brutalidade.
As investigações da Polícia Civil apontaram que a médica foi assassinada pelo companheiro, Altamiro Rocha dos Santos, de 59 anos. O caso passou a ser tratado como feminicídio.
No dia seguinte ao crime, Altamiro foi encontrado morto no bairro João Agripino, também na Capital. Ele estava decapitado, e as circunstâncias da morte seguem sendo investigadas pelas autoridades.
De acordo com a apuração policial, o relacionamento entre Chantal e Altamiro havia começado durante o período da pandemia de Covid-19.
As investigações também identificaram um segundo envolvido na ocultação do crime. Imagens de câmeras de segurança mostraram um homem em situação de rua ateando fogo à mala onde estava o corpo da vítima. Conforme a Polícia Civil, ele teria aceitado praticar o ato em troca de drogas, após um acordo firmado com o companheiro da médica.
Embora o corpo já tenha sido liberado pelo IML, o inquérito policial continua para esclarecer todos os desdobramentos do caso e concluir a responsabilização dos envolvidos.
PB Agora
BORGES NETO LUCENA INFORMA

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