Brasil cai para 59ª posição no ranking mundial de competitividade


 Segundo um levantamento do Anuário Mundial de Competitividade, em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Brasil caiu para a posição número 59 no ranking de competitividade. O levantamento avalia a capacidade de crescimento a longo prazo dos países.

Há pelo menos uma década, o Brasil vem mostrando uma tendência de queda no ranking. Atualmente, o país está à frente somente da África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela.

Os países que conseguiram os melhores resultados são: Dinamarca, Suíça, Singapura e Suécia.

A melhor posição do Brasil foi em 2010, quando ficou no 38º lugar.

O estudo identificou que o mundo vai levar muito tempo para se recuperar dos efeitos da crise econômica provocada pela pandemia e, mais recentemente, do conflito na Ucrânia.

Os pesquisadores avaliaram o desempenho da economia, a eficiência do governo, a eficiência dos negócios e a infraestrutura. No Brasil, um dos principais problemas é com a produtividade da força de trabalho que segue sendo umas das menores, se comparada com padrões internacionais.

“Na produtividade, há dois elementos negativos. Um é a qualidade da mão de obra e sua disponibilidade de mão de obra para atender as necessidades das empresas. E outro, é o investimento em inovação e tecnologia”, conta o professor da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin, diz que o Brasil precisa não só investir em educação, mas repensar a forma tradicional de aprendizagem.

“A gente tem um mundo digital sendo criado e o acesso a esse mundo digital só se dá através de alguma qualificação da mão de obra. Se a mão de obra não for qualificada, ela é simplesmente alijada do mercado de trabalho e isso com claros exemplos, claros impactos sobre a competitividade do país”, explica.

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